Poema Natal Tropical (poema entomolรณgico) ๐ŸŽ…๐Ÿž๐ŸŒฒ

๐ŸŽ…๐Ÿž๐ŸŒฒ Natal Tropical ๐ŸŽ…๐Ÿž๐ŸŒฒ

Phillip Alves Schuster


Na toca do besouro, em uma floresta tropical 

moravam muitos insetos, 

cada um com uma biologia sem igual.


No natal da floresta todos estavam animados, 

fossem animais ou plantas,

 mas o besouro, coitado, 

 jรก andava lรก pelas tantas...


 Poder se ia dizer que os besouro odiava o natal

 mas, a realidade, รฉ que para ele

 a data nรฃo fazia mal.


Para o coleรณptero as datas humanas nรฃo tinham nada demais

 seu รบnico prazer, em sua efรชmera vida, era sรณ comer

 mais e mais!


 Em sua casa, na galeria de um tronco,

 dormia tranquilo o besouro

 quando ouvindo um enorme ronco!

Ele colocou as antenas pelo buraco:

 “me deixem ter minha merecida diapausa, ou farei um barraco!”

 e voltou a dormir, evidentemente,

 mas quando acordou, estava ele em lugar muito diferente


 Incandescentes luzes amarelas, verdes e azuis reluziam com rapidez

 e confuso saiu de sua toca, 

 muito lento devido a sua robustez. 


O que via era um cenรกrio muito distinto:

 “estou no mundo dos humanos”, pensou,

 e rapidamente agiu por instinto

 abriu seus รฉlitros e zarpou pela janela

 fugindo da traumรกtica experiรชncia 

 felizmente sem qualquer sequela.


 O besouro pousou em um novo pinheiro e faria dali seu lar

 e pensando no ocorrido nรฃo podia deixar de contemplar: 

“pensando bem, de fato odeio o natal,

 ora pois, sou brasileiro 

e prefiro muito mais o carnaval".




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